domingo, abril 13, 2014

O Toque do arco-íris






Deverias saber...



Que na tua boca nasce o arco-íris.

É nela que vai beber
O vermelho das papoilas
A rebelde planície de querer
Que veste de impetuoso laranja
Girassóis de enorme saber.

Ai! E o amarelo melodioso
Das giestas tão meninas-mulher
Correndo em suspiros de luz...
Pelo teu corpo de orvalho a nascer.

E quando no azul da noite infinita
Te queres por fim envolver...
É no violeta das paredes do meu quarto
Que te deixas em mim adormecer.
Su@vissima




segunda-feira, abril 30, 2012

Um Toque da Primavera!




A uma Primavera...



A Primavera acorda-me
De manhãs sinuosas, nubladas
 Suspensas...
Entre o mel de ter e não ter
E o acre de querer e não querer.

Caminha-me os dias
Na distância do poente
Até ao crepúsculo desenhado
Entre o sabor a virtude e a pecado.

Nasce a lua pela mão da noite
E  eu deixo-me sonhar
Com os anéis de Saturno
Quebrados…
Incendiados…
Entrelaçados...
Descendo entre o mel e o acre do luar.

Descanso-me de lua adormecida
Até que de novo, a Primavera amanhecida
Me acorde neste tanto de tão pouco
No tudo ter e não querer!

Su@vissima






sábado, março 10, 2012

Um Toque dos dias!





Quase


Caminha entre o tudo
E o tanto do quase (nada).
Exalando um odor virgem
Em lençol de linho, feito madrugada.

Traça o seu trilho
Entre o tempo de amar
E o quarto pintado de desejo
Entre a brisa do azul mar
E as cerejas que colhe no beijo
(Quase tudo, quase nada).

Seara à flor da pele
Semeada em corpo (quase) errante
Adornada ao toque da natureza
Nascente em rio de amante.

Mas é aquela boca
Que a faz sentir tão Mulher
Entre o tudo e o (quase) nada.

Su@vissima




terça-feira, outubro 18, 2011

Um Toque de vida !







Árvore de um mar...


Um Oceano calmo nascia
Quando o tempo se esquecia
De guardar os gemidos
Suspensos no lençol (ainda) quente.

Renovando a água da vida
Ela, de pele perdida
Cruzava os sete caminhos
Do rio por desaguar...

E à beira rio dos abraços
Ouviram-se os firmes passos
De uma voz que murmurava:
Deixa-te ficar em mim...

Su@vissima


domingo, julho 24, 2011

O Toque de um silêncio!






O silêncio pecador


Sabes que eu sei
Que tens um fogo crescente
Uma meta vigilante
Um guardião feito gente
O desejo de abraçar
E navegar
No estuário do meu corpo.


Se fosse certa a hora
Aberta em mar calmo ...
Pelas mãos generosas da mãe terra
Entre o ontem e o amanhã...No agora!
O dia aconteceria 
No amanhecer que não partia.


Ouve-se uma carícia molhada
Por gestos de seda
Envolto no grito do teu silêncio
Adormecido na madrugada
Que ficou quieta à espera
Sem te ver sorrir...
Sem te ver partir.
Su@vissima







sábado, fevereiro 26, 2011

Um Toque da memória !








Resquícios...



Para lá de ti

Esconde-se o Verão

Ceifa-se o conhecimento

Adormecido na palma da mão

E resguarda-se o corpo

No desamor do pranto.



De manhã até ao Norte

No cansaço do espanto

Rasgam-se pedaços de sorte



Nas paredes do dia, a desordem

Pinta abraços em descida

Tarde viva ao Sul de ontem.




Entre o teu Norte e Sul

Está o meu (epi)centro

À bolina, pelo imenso azul.









terça-feira, novembro 09, 2010

Um Toque teu !





Saudades desse mar...



Entraste na minha vida
Vindo de uma terra distante
(E eu deixei-te ficar)
Trazias uma asa dorida
Cansado de voo rasante
Vestias saudades de mar.


Olhavas com mansa sedução
(E eu deixei-te ficar!)


Trazias as mãos cheias

De sonhos por sonhar
(E eu deixei-te ficar!)
Curaste as feridas
Mas esqueceste de voltar a sonhar
(E eu deixei-te partir!)


su@vissima



quinta-feira, maio 27, 2010

Um Toque da boca !







Pelo tempo...


-->
Abre-se a porta...
A boca entra ao seu encontro
Num leva e traz
Faz e desfaz...
Ele dá-se e volta a tomá-la.


De boca colada
Vestindo os lábios dela
Que de tão nua
Provocadora se insinua
Ele toma-a e volta a dar-se.


Morrem por se beijar
Lentamente...
Na vontade maior de amar
Totalmente
E renascem
Beijando um Amor maior.


Lentamente
A boca dá-se e volta a tomá-lo
Abre-se a porta...

su@vissima







segunda-feira, março 08, 2010

Um Toque de ser Mulher !





Ser...



Mulher em flor...
Uma cascata de sedução
Que cresce no rio da tua mão.


Mulher em letras curvas de odor
Que desagua no amarrotado leito
Depois de acontecer Amor.


Tu homem, és semente de prazer
Que se ancora no peito
Germinada em instinto de mulher.


E quando o Sol me acontece à noite
Ou a Lua me alimenta o dia...
Basta o mel do teu abraço
Para me desenhar asas de fantasia.


És tu que me fazes acordar
Com este querer(-te)
Com a pele a marulhar
Assim feminina, mais Mulher...










quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Um Toque ao luar !





De ti...

A lua faz-se adormecida
No manto de neblina...
Deixando a noite vestida
De ti...


Perdida entre o luar
Deixa-te recados de marear

Escritos nas dunas da praia
Ali mesmo à beira (a)mar
De ti...



Pediste-me a Lua
As estrelas...
A constelação maior
Pediste-me o corpo...a pele
A alma...o renascer...


E eu só tinha para te oferecer
O tudo de mim (quase nada)
E o meu amor por ti...

su@vissima







sexta-feira, dezembro 11, 2009

Um Toque de nada !







Talvez me deixe...


Talvez eu viva dentro do verso
Ou talvez me escreva sem título
Índice ou conclusão.

Talvez a voz viva dentro da razão
Ou talvez as veias se esqueçam
Do sangue, da emoção...
De viver no coração.

Palavras presentes...
Urgentes!
Perdidas entre nadas...
Fechadas!

Talvez eu descanse
Entre o partir e o ficar
Na tua pela quente
No teu abraço presente
Urgente...

Talvez eu parta de mim
E me deixe ficar em ti!










terça-feira, setembro 29, 2009

Um Toque de Sol !







A um vadio...


Acorda...
Entre as gaivotas do areal
Ou as giestas de cor madura
E pelas águas de sabor a sal
Deixa-se adormecer.


Leve, deslizante e ousado
Cresce pelo dia, até ao fundo
Do corpo transpirado.


Em murmúrios pela pele
Vindima-se o silêncio
Feito licor de sabor a mel.


Vadio...
O Sol de Verão, voltou!
(Alguém disse que fugiu...)


Entre o Verão e o Outono
Entre a manhã e a noite
Deixa-se o tempo ao abandono
Perdido pelo Sol de Estio.

su@vissima




quarta-feira, agosto 12, 2009

O Toque de um abraço !








Um simples abraço...




Queria que os meus braços
Te contassem histórias de Sol dourado
Que amadurece campo de girassóis
Nunca antes semeado!



Como eu queria...simplesmente
(desaguar na foz do teu rio?!)
Envolver o meu abraço no teu
E a minha pele respirar
Dentro da fronteira do teu céu.



Tanto que eu queria...adormecer
(desenhando viagens no teu corpo?!)
E com as minhas mãos silenciosas
Deixar-me a aprender...
O (desa)sossego dos teus lábios.
Queria...simplesmente!


Su@vissima







quarta-feira, julho 29, 2009

O Toque de uma rima !








Procuro-te...




Desde a madrugada
(de uma outra vida)
Que procuro uma rima!
Uma rima quebrada
(inteira ou partida!)
Que se faz de mim, perdida!


Subi à falésia
E pedi ao vento um sinal
Uma rima nunca ouvida
(Jamais dita ou escrita)
Uma palavra doce, em ti nascida.


Corri a procurar no mar
Nas gaivotas de voo ausente
No beijo de sabor a despedida
Que a água faz marulhar
À hora de maré crescente.


Se até ao Sol eu perguntei
Quando já ia quase no poente
E mais à lua, ainda adormecida
Por tal rima, de uma outra vida.


Mas não! Ainda não a encontrei
Fazes-me falta
Rima escondida!







sexta-feira, junho 19, 2009

Um Toque sombrio !








Jardins (s)em flor...




São como gaivotas de voo perdido
Entre o mar e o sal da viagem
Sombras de um silêncio manso.

Deitam-se nas águas da noite
E na paixão da sua margem
Procuram o merecido descanso.

Nas veias da madrugada
Vadiam corpos com imagem
(Incompleta)
Sombras de um silêncio manso.

Anunciam simples palavras
E falseiam os que na linguagem
Procuram o merecido descanso.

Habitam a noite obscura
De incerto luar...
Destruindo as flores que se deixam tocar.







terça-feira, junho 16, 2009

Um Toque misturado !







Deixo-me em mim...





Entre o azul do pensamento
E os sonhos verde-mar
Fica-me o rubro momento
Daquele sabor a cereja
Que o teu beijo vem saborear.



De azul e rubro, misturado
Nasce-me no corpo um temporal
Feito barco naufragado
Pela pele rasa de sede...
Que nem o teu beijo, sabe saciar!



Despida de cores...
Diluída de sabores...
Olhar raso de água-mar
Fico-me em mim...

Su@vissima








terça-feira, maio 26, 2009

O Toque de uma noite !








O sonho a chegar...


A noite passada
Vestiu-se de um sonho diferente
Ainda que igualmente urgente.



Um sonho de tempo cheio
Com as minhas mãos a descer
E a tua boca a tentar-me aprender.

Dedos que se desenham
Em gestos de escorregar
E lábios, que se querem encontrar.


Com mãos de fogo
Ateias em mim o rastilho
Ao soltar a tua boca no meu trilho.




sexta-feira, maio 01, 2009

Um Toque de Maio !







Uma história de (des)encantar...


Ele de nome Abril
Boina verde, cor de esperança
Ela, Vila Morena
Saia bordada em fios de bonança.

Amaram-se em Maio maduro
Um amor forte e único
Qual Lusitano de sangue puro!
Vestido de cravos e alegria.

Até que um dia...
Os cravos murcharam
E a alegria, de alma vazia
Esqueceu de olhar em frente...
Perdeu-se de nós!

Abril não soube resistir
À ganância, à mentira
Às palavras, feitas balas
Aos cravos que perderam a cor
Desistiu e fez as malas!

E assim foi embora...
Deixando Vila Morena
De sorrisos amordaçados
Sonhos tristes e calados.

Agora, o povo envergonhado
Olha-o a descer a rua...
Perdido
Esquecido
Sem rumo, sem futuro
De mala pesada (cheia de nada!)
Lembrando aquele Maio maduro
Quando acreditou que a felicidade
Rimava com liberdade!


segunda-feira, abril 13, 2009

Um Toque único !








Um só...




Desce...
Pela praia entre as dunas
E a enseada
(À hora da lua)
Em maré-cheia de água calada.

Roça...
Na ondulação, caminhos de frescura
Entre o sabor leve
E breve da pele madura
(À hora das amoras)

Visita...
(O tempo à hora do Amor)
E bebe da boca
Um beijo demorado
De esperado sabor
Um único! Desejado!

Um só beijo
Poema sem fim e sem dor
Escrito em ti.









quinta-feira, abril 02, 2009

Um Toque sem (a)mar !







A um mar de violetas...




Passeio-me à beira-(a)mar
Vejo silhuetas feitas búzios e conchas
Estrelas sem mar
E até cavalos-marinhos.


Nas suas pegadas, leio palavras nuas
Respiram maresias de outro Verão
E de outras (tantas) luas!


Nos meus passos
Nascem suspiros sem rumo
Perdidos entre os abraços
E esta vontade de ir por aí e parar...
Olhar-te e mergulhar bem no fundo de ti.


O mar, lambe-me o tempo enrolado
(na areia)
Invade o íntimo das sensações
Ora tempestuoso...
Ora carinhoso...
Num enleio de dois amantes esquecidos
(do nada!)


Persistente...
Marulha-me horas na nudez do coração
E à noite, nos caminhos violeta
(do meu quarto)
Veste-me de desassossego, de emoção...
Até que me deixo adormecer
(para lá de ti)


E sabes?!?
Houve um sonho que mesmo assim...
Inventou adjectivos ao beijo dos teus lábios
E te elevou acima do superlativo absoluto
( sintético, de mim!)
O erro foi tentar...
Definir os predicados nominais
(do verbo do teu toque)
Porque tu és quase mar...
Ora tempestuoso...
Ora carinhoso...