sexta-feira, dezembro 11, 2009

Um Toque de nada !







Talvez me deixe...


Talvez eu viva dentro do verso
Ou talvez me escreva sem título
Índice ou conclusão.

Talvez a voz viva dentro da razão
Ou talvez as veias se esqueçam
Do sangue, da emoção...
De viver no coração.

Palavras presentes...
Urgentes!
Perdidas entre nadas...
Fechadas!

Talvez eu descanse
Entre o partir e o ficar
Na tua pela quente
No teu abraço presente
Urgente...

Talvez eu parta de mim
E me deixe ficar em ti!










terça-feira, setembro 29, 2009

Um Toque de Sol !







A um vadio...


Acorda...
Entre as gaivotas do areal
Ou as giestas de cor madura
E pelas águas de sabor a sal
Deixa-se adormecer.


Leve, deslizante e ousado
Cresce pelo dia, até ao fundo
Do corpo transpirado.


Em murmúrios pela pele
Vindima-se o silêncio
Feito licor de sabor a mel.


Vadio...
O Sol de Verão, voltou!
(Alguém disse que fugiu...)


Entre o Verão e o Outono
Entre a manhã e a noite
Deixa-se o tempo ao abandono
Perdido pelo Sol de Estio.

su@vissima




quarta-feira, agosto 12, 2009

O Toque de um abraço !








Um simples abraço...




Queria que os meus braços
Te contassem histórias de Sol dourado
Que amadurece campo de girassóis
Nunca antes semeado!



Como eu queria...simplesmente
(desaguar na foz do teu rio?!)
Envolver o meu abraço no teu
E a minha pele respirar
Dentro da fronteira do teu céu.



Tanto que eu queria...adormecer
(desenhando viagens no teu corpo?!)
E com as minhas mãos silenciosas
Deixar-me a aprender...
O (desa)sossego dos teus lábios.
Queria...simplesmente!


Su@vissima







quarta-feira, julho 29, 2009

O Toque de uma rima !








Procuro-te...




Desde a madrugada
(de uma outra vida)
Que procuro uma rima!
Uma rima quebrada
(inteira ou partida!)
Que se faz de mim, perdida!


Subi à falésia
E pedi ao vento um sinal
Uma rima nunca ouvida
(Jamais dita ou escrita)
Uma palavra doce, em ti nascida.


Corri a procurar no mar
Nas gaivotas de voo ausente
No beijo de sabor a despedida
Que a água faz marulhar
À hora de maré crescente.


Se até ao Sol eu perguntei
Quando já ia quase no poente
E mais à lua, ainda adormecida
Por tal rima, de uma outra vida.


Mas não! Ainda não a encontrei
Fazes-me falta
Rima escondida!







sexta-feira, junho 19, 2009

Um Toque sombrio !








Jardins (s)em flor...




São como gaivotas de voo perdido
Entre o mar e o sal da viagem
Sombras de um silêncio manso.

Deitam-se nas águas da noite
E na paixão da sua margem
Procuram o merecido descanso.

Nas veias da madrugada
Vadiam corpos com imagem
(Incompleta)
Sombras de um silêncio manso.

Anunciam simples palavras
E falseiam os que na linguagem
Procuram o merecido descanso.

Habitam a noite obscura
De incerto luar...
Destruindo as flores que se deixam tocar.







terça-feira, junho 16, 2009

Um Toque misturado !







Deixo-me em mim...





Entre o azul do pensamento
E os sonhos verde-mar
Fica-me o rubro momento
Daquele sabor a cereja
Que o teu beijo vem saborear.



De azul e rubro, misturado
Nasce-me no corpo um temporal
Feito barco naufragado
Pela pele rasa de sede...
Que nem o teu beijo, sabe saciar!



Despida de cores...
Diluída de sabores...
Olhar raso de água-mar
Fico-me em mim...

Su@vissima








terça-feira, maio 26, 2009

O Toque de uma noite !








O sonho a chegar...


A noite passada
Vestiu-se de um sonho diferente
Ainda que igualmente urgente.



Um sonho de tempo cheio
Com as minhas mãos a descer
E a tua boca a tentar-me aprender.

Dedos que se desenham
Em gestos de escorregar
E lábios, que se querem encontrar.


Com mãos de fogo
Ateias em mim o rastilho
Ao soltar a tua boca no meu trilho.




sexta-feira, maio 01, 2009

Um Toque de Maio !







Uma história de (des)encantar...


Ele de nome Abril
Boina verde, cor de esperança
Ela, Vila Morena
Saia bordada em fios de bonança.

Amaram-se em Maio maduro
Um amor forte e único
Qual Lusitano de sangue puro!
Vestido de cravos e alegria.

Até que um dia...
Os cravos murcharam
E a alegria, de alma vazia
Esqueceu de olhar em frente...
Perdeu-se de nós!

Abril não soube resistir
À ganância, à mentira
Às palavras, feitas balas
Aos cravos que perderam a cor
Desistiu e fez as malas!

E assim foi embora...
Deixando Vila Morena
De sorrisos amordaçados
Sonhos tristes e calados.

Agora, o povo envergonhado
Olha-o a descer a rua...
Perdido
Esquecido
Sem rumo, sem futuro
De mala pesada (cheia de nada!)
Lembrando aquele Maio maduro
Quando acreditou que a felicidade
Rimava com liberdade!


segunda-feira, abril 13, 2009

Um Toque único !








Um só...




Desce...
Pela praia entre as dunas
E a enseada
(À hora da lua)
Em maré-cheia de água calada.

Roça...
Na ondulação, caminhos de frescura
Entre o sabor leve
E breve da pele madura
(À hora das amoras)

Visita...
(O tempo à hora do Amor)
E bebe da boca
Um beijo demorado
De esperado sabor
Um único! Desejado!

Um só beijo
Poema sem fim e sem dor
Escrito em ti.









quinta-feira, abril 02, 2009

Um Toque sem (a)mar !







A um mar de violetas...




Passeio-me à beira-(a)mar
Vejo silhuetas feitas búzios e conchas
Estrelas sem mar
E até cavalos-marinhos.


Nas suas pegadas, leio palavras nuas
Respiram maresias de outro Verão
E de outras (tantas) luas!


Nos meus passos
Nascem suspiros sem rumo
Perdidos entre os abraços
E esta vontade de ir por aí e parar...
Olhar-te e mergulhar bem no fundo de ti.


O mar, lambe-me o tempo enrolado
(na areia)
Invade o íntimo das sensações
Ora tempestuoso...
Ora carinhoso...
Num enleio de dois amantes esquecidos
(do nada!)


Persistente...
Marulha-me horas na nudez do coração
E à noite, nos caminhos violeta
(do meu quarto)
Veste-me de desassossego, de emoção...
Até que me deixo adormecer
(para lá de ti)


E sabes?!?
Houve um sonho que mesmo assim...
Inventou adjectivos ao beijo dos teus lábios
E te elevou acima do superlativo absoluto
( sintético, de mim!)
O erro foi tentar...
Definir os predicados nominais
(do verbo do teu toque)
Porque tu és quase mar...
Ora tempestuoso...
Ora carinhoso...









sexta-feira, março 20, 2009

O toque da poesia !






Ele (verso)...nela (poesia)



A poesia pinga da boca
Como saliva não saboreada...
E acorda o verso, que perdido
Entre a palavra e o nada
Espreguiça no desejo secreto
De ser o tudo da rima perfumada.


Beija o verso a poesia
Deixando-a de emoção arrepiada
Ele nela, cresce, mete e remete
Até sentir a pele de rimas, inundada.


Declama o verso à musa
Gemidos de poesia enamorada
(Toca-me as palavras)
Bebe-me esta sede misturada
Entre a orgia do ventre
E o prazer da língua molhada.


E de verso na boca
Beijo na palavra desnudada
Primavera em carícias de rima
Jorra pela pele a poesia acabada.

Su@vissima







segunda-feira, março 16, 2009

Um Toque da espera !






Entre a espera e o violeta...



Hoje apetece-me escrever
Sobre o tempo de esperar
A espera do teu regressar.

O caminho é tão, mas tão demorado
Feito de pedras de choro manso
Por esquinas sem descanso
De Primaveras por acontecer.

E eu aqui a pintar
Esperas de verde esperança
Noites de violeta criança
Que adormece em pele de mulher.

Amanheci uma vez mais
No desflorar desta ilusão
Que fecho na concha da mão.

Fica-me a espera...
Tão cheia de tempo e de nada
Que caminha em ti, pela tua estrada!









segunda-feira, março 09, 2009

Um Toque demorado !





Suavemente...


Mordisca-me a madrugada
Num gemido sedento
Demoradamente
Desenha-me palavras de terra molhada
E sopra-as ao vento
Vagarosamente.

Deixa que naveguem rio fora
E pelo leito (do teu corpo) desçam
Demoradamente
Até que chegue a aurora
E no nosso pomar os frutos, nasçam
Vagarosamente.

Mordisca-me a boca
Com sussurros do teu sabor
Demoradamente
Da linha da pele, apaga-me a roupa
E cobre-a com o corpo, que o corpo quer
Vagarosamente
(Faz-me sentir ainda mais Mulher!

Su@vissima







terça-feira, março 03, 2009

Um Toque no vazio !








Fantasma do nada...


Já passaram dias
Desde que me fizeste de palavras
Silenciar...
A madrugada.

Desde essa noite
Adormeço cinzenta
Desventrada de luar
Pela madrugada.

E o sangue?!
Esse entristeceu-me a cor
Do coração
Porque me ouviu chorar
(Já era madrugada.)

Faltam-me pedaços
Da palavra nostalgia
Para colar...
No poema do exílio
Escrito à beira-(a)mar.







quinta-feira, fevereiro 26, 2009

O Toque dos sonhos !






Na casa dos sonhos...


Um sonho vadio...
Pintado de mil e uma cor
Teima em escorrer-me pela almofada
Misturado com o meu odor
Deixando rascunhos de noite abraçada
Languescente...
Fremente...

O sonho começa
E chega-se a madrugada
Carregada de mil e um sabor
De palavras ensonada
Adormece-me
Ciosa...
Gulosa...


Mas o sonho
Continua a vadiar-me
Como se eu saísse de mim
Num entrar que não tem fim
Sabes?!?
Eu sei de ti...






quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Um Toque ousado !






Sumo de amoras...


Quando em mim...
O beijo tu demoras
Fazes do mar salgado da língua
Um permissivo sumo de amoras.


E se a boca de sede ousada
Desce o cio pela pele nua
Logo a colmeia melada
Sacia essa fome tua.


Solta-se então o desejo...
Ousado! Descontrolado!
Em gemidos de ternura liquefeita
Entre o corpo de chão molhado
E a cama de roupa desfeita.


Sussurra-me, a boca o desejo
De beber o sumo de amoras
Quando o mel se mistura no beijo
E tu em mim, te demoras.







segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Um Toque daqui !







Olhando o silêncio cavalgar...


A minha "cidade"...
Tem ruas de gente que nasceu
E outras de gente que esqueceu
Das cicatrizes da liberdade.

Tem...
Casas que perderam a cor
Por tanto falarem em segredo
E outras que gemem de dor
Por esquinas, povoadas de medo.

Tem...
Quartos de sonhos calados
Escondidos por quem já morreu
Camas de lençóis muito lavados
Por quem de amar, se esqueceu.

Tem...
Portas que abrem feridas
Com cadeados de severidade
E janelas de almas perdidas
Por cortinas de sedosa vaidade.

Mas na minha "aldeia"...
Também há gente de coração aberto
Mãos cheias de cavalos à solta
Aqui mesmo ao lado, tão perto.

Su@vissima






quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Um Toque de lua !








Dança de lua cheia...




Às vezes apetece-me
Rasgar-te...
A carne!
Amarrotar-te...
A pele!
Reinventar-te...
Em cada noite
Fria!
Vazia!


A noite passada
(Apeteceu-me)
Acariciar-te...
Os cabelos!

E desenhar-te
A madrugada
Com mãos de lua cheia.


A noite passada...
Foi nossa...
Tantas, mas tantas vezes!

Su@vissima








quarta-feira, fevereiro 04, 2009

O Toque do lobo !









Carta a um lobo...



Dúvidas?!
São tantas, mas tantas
Quem nem o reverso
Do verso
Que cai com a chuva miudinha
Me lava as horas cruzadas pela maresia
Nem as palavras cruzadas
Pela tempestade do dia.


E os lamentos?!
Poucos, tão poucos
Os lobos que me uivam a pele (de lua)
Neste luar de pensamentos
Sem fio ou navalha
Que me valha!


Ai este frio que não me aquece,
Nem se esquece
Da ventania deserta que planta a sede,
Entre a saliva e a água
(ou será entre a boca e a mágoa?!)


Dúvida de certeza (des)encontrada
Desliza nos caminhos da chuva gelada
E fala-me do que esqueci
Do que perdi...
Ao partires antes de chegares.


Guardo-te num pensamento
Entre ti e a pele
Entre a inocência do momento
E o uivo de lobo que entra pela janela.
És metade do meu fogo
Sangue da minha noite...









terça-feira, fevereiro 03, 2009

O Toque de uma lágrima !








Gotas da madrugada...



Na concha da madrugada
Uma lágrima teimosa
Constantemente negada
Desagua...
Na mão de tempo amarrotada
Nua...
Perdida e gelada.

Gota a gota, faz-se estrada
(Numa inquietação madura)
Até que chega a alvorada
De gemidos desencontrados
Vestida de sal, suor e nada
Respirando sonhos apagados.

Ancorada
Na praia vazia
Esta tempestade fria
Acalma
Entre palavras soltas
E ondas revoltas
Aquieto-me...







quinta-feira, janeiro 29, 2009

Um Toque do coração !







Esquece o pensamento...




Não deixes o coração pensar

Deixa que esqueça...

Adormeça...


Deixa que o mar

Deslize...

Pelos caminhos das areias

E rasgue o sangue das veias.



É a saudade que te pensa!

Eu já me esqueci de o fazer

Mas ela inventa sempre um querer

A deslizar...

Um beijo perfumado de mel

Que me segreda dores na pele.

Su@vissima








terça-feira, janeiro 27, 2009

Um Toque cinzento !





O frio cinzento...


Janeiro está de encontro marcado

(Comigo?!)
Neste silêncio quase cinzento
Que veste de frio molhado
A deserta língua do vento.

É entre a saliva e a água
(Que aumenta a sede)
Teimosa! Por não esquecer
O sabor da boca e da mágoa
Que a chuva não sabe aquecer.

(In)submisso este bailado
De letras que rimam o verso
De palavras em tempo cruzado
Entre o corpo e o reverso
(Da vontade que o sangue cala)
Quando amanhece, em ti abraçado.


Su@vissima





sexta-feira, janeiro 23, 2009

Um Toque da saudade !







Maior que o tempo...



A saudade
Não me cabe no dia
Inunda as ruas da cidade
E olha-me a mão vazia
Que caminha dentro de mim.

A saudade
Sobe-me pela madrugada
Até que se adormece tarde
E deixa-me a pele incendiada
De pedacinhos teus.

A saudade chega...
Arrepia-me...
Segreda-me...
(A tua vontade?!)

...Se sentires um arrepio na noite
É a minha saudade
A dizer-te que a ausência dói!...

Su@vissima






sexta-feira, janeiro 09, 2009

Um Toque revoltado !





Os meninos de Gaza...


São tantas, mas tantas as bandeiras
Que os olham, sentados na imóvel espera
Esquecendo que a Paz... desespera...

(E enquanto isso...)
Os meninos de Gaza, nascem
Com sangue negro da guerra
(Diz-se que por amor à sua terra?!)

Os meninos de Gaza, crescem
Com brinquedos de ferro e fogo
(Diz-se que é para defender o seu povo?!)

(..............................)
A mãe de um menino de Gaza
Chora...desesperada, quase louca
A morte do seu filho...à queima-roupa.

Revoltado...
O ventre das mães de Gaza
Grita de horror, envergonhado
Não quer parir, nem mais um soldado!









quarta-feira, janeiro 07, 2009

Um Toque de papel !








Na curva das palavras...



Uma vertigem
Nascida no coração
Esquecida...
Perdida...

Subiu as palavras
Da multidão
Tocou a curva de cada olhar
Que poisava na mão
Virou a esquina da pele
E despiu a emoção.
(Afinal era um simples papel!)