sexta-feira, dezembro 29, 2006

O Toque de um Ano !


Em nome de quem...


Pensei em desejar
Para todos um Bom Ano de 2007
Com muitos...muitos sorrisos
(Aqui fica! mas... apetece-me continuar)


Para todos?
Quais todos?

E o que vou desejar?
À criança que foi pela morte, torturada!
E à outra?...pela loucura, violada!
E aquela?... de cabelo cor de fogo...
Que só conhece as estrelas, por tecto!
E a esta outra?...que escreve guerra...
Dizendo que é por amor à sua terra!


Tantos são os sorrisos de hipocrisia
Que crescem na mentira do dia a dia!
Se alimentam de intrigas e inveja...
E prostituem as asas dos anjos...
Que um Bom Ano nos deseja!


Ai!...como me sinto perdida!
Pela desilusão (quase) consumida!


E o espírito de solidariedade?
Que não faz parte de nenhuma santa trindade!
Andará por onde?...esquecido?

E onde está?
O tal menino jesus...
Que nasceu para nos salvar!
Cresceu e foi condenado à cruz...
Para a humanidade purificar?
Passeiam-te em procissão...
Num florido andor dourado...
(Melhor é ficares na gruta aconchegado)
Ai!...pobre de ti!
Coitado!

Será...que foi o Mundo?
Que nasceu em palhas deitado...
De animais rodeado...
E está a ser por nós, crucificado!



E o Mundo entrou no templo dos homens!
Em fúria desenfreada de olhar alucinado!
Expulsou a chicote a desumanidade!
E não mais, acordou, no berço deitado!


Su@vissima

quinta-feira, dezembro 28, 2006

O Toque de um sonho de Natal !



Sonho meu...

Num sonho meu...
Deste tempo soberano de prazer.

Voas-me...
Feito pássaro de algum horizonte
Entre o céu do sonho teu...
E a terra do meu ser.

Tomas-me...
Entre o conforto dos braços
E o brilho desse teu olhar
Que me encontra em ti...perdida
E no afagar te reconhece o abraço.

Tanto desejo em idade por inventar
Quando me entrego de vontade, vestida.

Faz-me tua musa cigana...
Lê na minha palma da mão
A sina do teu coração.

E ali estavas tu, vestido de presente...
(Na lareira da minha emoção!)

Su@vissima


terça-feira, dezembro 26, 2006

O toque de uma dádiva de Natal !


Era Natal...


Com o Natal ali mesmo ao lado...

Convidas-me a seguir-te a estrela
Que os teus lábios quentes fazem brilhar
De um querer tão perfumado...
Abres em segredo o céu da minha janela
E provocas-me com esse teu olhar
Que me segue o caminho traçado...
(Por entre vales e montes desnudado)


Mãos que me caminham a pele...
E me vestem de um igual desejo
Ali aos pés da minha árvore de Natal
Depositando a oferta de delicioso mel
Que partilhas no instante do beijo...
Abraçado em toque mágico sem igual.


E tu chegaste a mim, neste Inverno
Vestindo a minha pela nua...
De um feitiço cigano, apaixonado.
Perco-me nesse teu mar de voz terno
Quando me fazes completamente tua...

(Com o Natal aqui mesmo ao lado!)

Su@vissima





terça-feira, dezembro 19, 2006

Um Toque gelado !




O frio de mim...


Ontem e amanhã...sonhei
No perfume do teu sentir.
Limpei o sonho á dobra do lençol
Com fome de à tua boca sorrir
E dormir no dorso do teu Sol.


Hoje fica-me de "um adeus", os medos
Tal qual uma doença incurável!
A que o vento sopra de feição...
E espalha ecos de alguns segredos
(O frio de mim é insuportável)
E o escuro instala-se no coração!

Hoje estendo o corpo da alma...
Num sabor de chaga viva
Procurando a tua alma do dia
(Porque perdeste a minha calma?)
Ou perdeste do meu corpo a melodia?


(Vivia na tua proximidade)
Hoje o meu sabor é diferente!



sexta-feira, dezembro 15, 2006

Um Toque de mão dada !




Mãos vadias...


Desenho palavras por entre as ruas
Aquelas que caminho ao dobrar da esquina
Onde passeou um homem e uma mulher
De olhos dados nas mãos nuas...
Sorrindo e brincando, feitos traquinas.


As palavras já não se lêem...
Perderam na neblina a cor
Feitas páginas de frases vadias
Almas inocentes que já não se vêm
E se desnundam em vogais sem pudor.


O homem diz que as frases não são suas!
Apagou-lhes o esvoaçar dos beijos
Sacudiu o verde da lapela...
E as rimas saem inocentes e cruas
Poema perdido entre incertos desejos.


Passam a mulher e o homem...
Por entre ruas de palavras menores
Procurem-nos não os deixem esquecer
Não podem viver só no outro ontem
Que era de sentir e colar sabores...
Mas também no amanhã do aprender!




Su@vissima

quarta-feira, dezembro 13, 2006

O Toque deste Natal !





Carta da holly* para o Pai Natal

Era uma vez...
Assim começa esta história

Um pequeno tronco de azevinho...
De cor verde, mais verde que existe
Com enfeites de vermelho diamante
Esquecido a um canto...sozinho.
Porque estará assim triste?

Toquei-lhe suavemente...a medo
Olhou para mim com surpresa
(Com um olhar de rara beleza)
E disse-me quase em segredo:
Leva-me contigo...queres?

Peguei-lhe pela mão...
E partimos as duas sorrindo
Por entre os acordes de uma canção!

Já a Lua anunciava a noite a nascer
E o luar iluminava os cabelos do mar
Pediu-me de'mansinho:
Preciso de ti para escrever...
Uma carta ao Pai do nosso Natal
Para que este seja diferente
O início de uma festa sem igual
E o Mundo aprenda...a ser gente!

Meu querido Pai Natal
Sou um simples pedacinho de azevinho,
Lembras?...Usas-me a enfeitar teu barrete!
Desculpa a minha ousadia...
Mas, sei que me olhas com carinho!
Vou pedir-te algo para a humanidade:

12 dias de Natal de boa vontade!

No 1º dia...
Peço-te que silencies a guerra
Devolve-nos os sons da natureza...
Que volte o Amor pela mãe terra!

No 2º dia...
Traz-nos de novo a Paz
Não deixes que a voltem a enganar
Mostra-lhe a falta que nos faz!

No 3º dia...
Não deixes que exista criança
Com tristeza e lágrimas no olhar
Oferta-lhes a magia da esperança!

No 4º dia...
Acaba com a palavra dor
Que desapareça a mágoa do sofrimento...
Que ninguém beba desse amargo licor!

No 5º dia...
Liberta os nossos animais
Que não mais vivam em cativeiro...
E as grades não voltem jamais!

No 6º dia...
Devolve a alegria aos oceanos
Que voltem as águas de olhar limpo...
Acabem os rios de enganos!

No 7º dia...
Protege a amiga floresta
Acabem com a sua destruição...
Vamos multiplicar a que resta!

No 8º dia...
Que a disputa nascida do poder
Desapareça do bater dos corações...
E saibamos nas margens do mesmo rio viver

No 9º dia...
Apaga a palavra sem-abrigo
Substitui por "minha alegre casinha"...
E oferece o amor de um tecto amigo!

No 10º dia...
Encontrem abraços de Amizade
Esqueçam a cor feia da hipocrisia...
Vivam as cores do arco-íris da verdade!

No 11º dia...
Que se apague a tristeza do olhar
Volte o tempo do carinho e da ternura...
Voltem a conjugar o verbo partilhar!

No 12º dia...
Concede-me só mais este pedido
Que seja o primeiro de muitos Natais...
Para alguém que está do Natal, perdido!

(Peace and Love)

Su@vissima
*holly (azevinho)




segunda-feira, dezembro 11, 2006

Um Toque de chamamento !




Passaram mais do que dias...


Hoje é daqui que te chamo...

Companheira de olhar traquina
Na beleza das horas de contigo brincar
Recordo-te nesse jeito tão pequenina
Orelhas atentas, sempre a escutar
Olhos meigos sempre a brilhar
Meu anjo da guarda de quatro patas.



Hoje é daqui que te chamo

Preciso que me saibas entender
Que sintas porque te deixei partir
Impossível ver-te mais sofrer
E creio que já nem querias resistir
Era chegado o tempo de outro voar.



Hoje é daqui que te chamo...

Amiga que tanto me fez sorrir
Tu sabes que era aquele o momento
De te soltar as asas e deixar ir...
De te ajudar a sair ao vento
Até um dia a tua brisa encontrar.


Hoje é daqui que te chamo...

Escrevendo de tristeza silenciosa
Invisível nos dias do calendário

Serás o perfume de uma rosa
Vivendo sempre no meu imaginário!
De mão dada no meu caminhar.




quinta-feira, dezembro 07, 2006

O Toque de alguém !




Na pele...


Fui cheiro de algas...

Fui sabor a Sol

Fui tágide do Tejo

Decote das tuas dunas...

Ondulando no teu desejo

Gozei-te nas nuvens

Banhei-te no beijo

Abriste-me a...porta

Possuíste-me no céu!

Su@vissima


quinta-feira, novembro 30, 2006

Um Toque a passear !

Passeio-me no querer...

Quero...

Escrever palavras de tom incerto
Na procura que o pensamento se distraia
E o sorriso me leve a passear...
Do longe de ti para mais perto
Que a tua ausência em mim caia
E me acolha a doçura do teu olhar.

Quero...

Tanto...mas tanto de mim
O tudo que me faz de ti cheia
Para abrir as mãos e me oferecer
E em cem ideias me passeio, assim
Em ti...
A outra parte de mim...meia.

segunda-feira, novembro 27, 2006

O Toque de um Povo !



Um povo sem braços...

Um povo...
Mag(r)o e calado
De sorriso fechado.

De braços caídos...
De sonhos perdidos...
Em que as crianças não o são...
As mulheres nem o saberão.

Tentando esquecer
Que semeia trigo
Que não o deixam comer.
Que vê a morte e silencia o medo
Que há palavras como a revolta
Que a esperança não está morta

Que traz no olhar um século de segredo!

Povo mag(r)o de coração...
Porque tens tão curta a memória?
Porque lembras a fútil glória?
E esqueces os filhos que cairam sem razão!

Ai povo vestido de ingratidão...
Estranho-me!

Su@vissima

quinta-feira, novembro 23, 2006

Um Toque intrigante !



Deitada em ti...

Encontrei-te...
Entre as palavras que me
Enviaste...

Perdido no sonho que nunca
Sonhaste...
Vestido de pétalas que não respiraste.

Deitado comigo no leito da lembrança
Entre o menos de mim
E o todo de ti...criança

Vestido de aroma inquietante
Sorridente...
Nas palavras de tom intrigante
Rasgando...
O meu peito a cada instante.

Não existe espaço entre a tua mão...
E o meu corpo...
É curta a distância entre a minha pele

E o teu coração!

segunda-feira, novembro 20, 2006

O Toque desta manhã !


Ao amanhecer...

Esta manhã chegou...

Oiço a chuva cair na voz do vento
Repouso o corpo no pensamento
Surges-me feito trovão, sem avisar
E deslizas pela minha pele devagar
Suavemente, como a ponta dos teus dedos.

Esta manhã chegou...

Esquecida no vazio do teu abraço...
Perdida na cor deste imenso espaço
Procuro na tua almofada um sinal
Fico feita conchinha perdida no areal
Sem ondas para teu mar segredar.

Esta manhã chegou...

Sem as tuas mãos que me aquecem
Que me abrem o corpo quando descem...
Sem a tua humidade que me acaricia
E me veste numa dança de alegria.

Amanheci na tua falta!

quinta-feira, novembro 16, 2006

Um Toque da pele !


No vazio de mim...

Hoje voltei...
A sentir um certo amargo
E nem à beira-mar, passeei!

Tenho a sensação de grão de areia
Que se escapa entre dois segundos
E a minha pele, ficou de nada cheia!


Faltas-me tu aqui...
O meu tudo!

Perdi-me entre o vazio e o cheio
Que não me dás!
Tentei sentir-te na brisa que saboreio
Invento o todo
Namorando a chuva... que fica pelo meio


Procuro em mim...
E encontro sinais da tua pele
Rosa perfumada e com espinhos
Que se alimenta de gotas de mel.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Um Toque de felicidade !


A magia da Felicidade...


Ser Feliz...é estar aqui

Saber dar e receber...
Sentir a alegria crescer!


Dançar no verde mar...
Ouvir risos de criança
Misturados com a esperança!


Voar como as borboletas...
Ser luar de Lua cheia
E passear de mão dada na areia!


É amanhecer ainda mais feminina...
Sorrir-te do silêncio da memória
Quando me lembro da nossa história!


Ter coragem para dizer não e sim...
Ter saudade do teu próximo abraço
E deitar-me no ninho do teu regaço!


É flutuar no aroma da noite...
E nela sentir o Sol a namorar
A tua voz, que me chega do mar!


Ter música no coração...
Ser fada com asas de liberdade
Cabelos sorrindo na doçura da bondade!


É sentir que o teu sentir me abraça...
E ficamos os dois, no tempo que passa!


É felicidade...
Estar...
Ser...
Dar...
Receber

segunda-feira, novembro 06, 2006

Um Toque das flores !



Chão de flores...

Falo às flores...
Que nascem de mão em mão.

Às que te perfumam o sentir
E me embriagam o coração.

Às de toque suave e sedoso
Que me inundam de emoção.

Às que se alimentam de espinhos
E a que sei negar a ilusão.

Escrevo às flores...
Que de mão em mão, sabem voar
E vestem a noite perfumada.

Às que brilham no teu olhar
E fazem cair lágrimas do céu.

Às que viveram no murmurar
Do encanto e desencanto da paixão.

Canto às flores...
Que o teu corpo é ilha de chão verde
Terra que cresce em cada amanhecer
Rodeado do lago que me mata a sede
Que me afaga o sentir e liberta o querer!

Teus beijos...falam-me com o coração
Escuto-lhes o toque ansioso na mão...
Sinto que a tua alma é a...prisão
Em que o pensamento escondeu o medo
De querer...de Amar com paixão.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Um Toque de luar !


Na idade dos sonhos...



Apeteceu-me virar a vida de avesso
Deixei-me ir no voo da fantasia
E parei num mundo que desconheço.

Fazes-me sorrir, sentir criança
No construir do meu dia...
Quase me apagando a lembrança.

Ai...esse silêncio ensurdecedor!
O vazio de mim na almofada...
A noite de que não sinto o sabor!

E se eu pegar...um luar?
Que te ilumine de outro sentir...
E me vestir Lua para te enfeitiçar.

(E se eu ficar na idade dos sonhos?)

Su@vissima

sábado, outubro 28, 2006

O Toque das gotas !


Sem ti...

Passeei ontem à beira-mar...

Gotas de chuva caíam-me aos pés
Misturadas com gotas de fúria no ar.

E a beira-mar gemia...
Enquanto a chuva, meus pés lambia
E as minhas gotas eram de nostalgia
Do tempo em que o Sol tudo me
Oferecia...

Mas o Sol esqueceu...
Remou a Oeste...desapareceu.
E as gotas caíam...
Pelo rosto desciam...
Neste dia sem Sol...escuro como breu!

Chega a Lua "num véu de luar"
A fúria do desamor se esfuma no ar
Fez-se tempo de Luz...
Fez-se tempo de tudo...
No dia do todo se abraçar.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Um Toque ao partir !


Os dias que me levas...



Há dias assim...
Que te encontro na cumplicidade
Do silêncio...de te sentir no vazio

Mas sabes?
São momentos em que o fogo da saudade
Desce pela margem do meu rio.


Há dias assim...
Que te procuro a proximidade
E a noite é mais escura na minha rua
Os olhos recusam-me a vontade...
E nem o sorriso do brilho da Lua
Me convence o olhar a serenar.


Há dias assim...
Em que te respiro num pensamento
Desde o minuto em que partes...
E o meu olhar voa com o teu...
Fica-me a saudade que canto ao vento
Dos teus sentires tomando os meus.
(Descanso no tempo com o teu chegar!)

segunda-feira, outubro 23, 2006

O Toque de hoje !

O brilho do dia...

Hoje...
Procurei uma qualquer melodia
Mas não a consegui encontrar.
Lembrei mais uma vez de ti
Acusando-me de que não devia...
Sucumbi ao teu...meu sonhar
E voei nas asas da fantasia.

A minha pele, acolhe este aprender
De me sentir cheia do teu abraço, querer!

(Gosto de ser viola no teu dedilhar)
Ai...que tremores eu sentia...
Com a nudez da tua musica a deslizar.

Arrepio-me em constante letargia
E aninho-me mais no teu abraçar
Beijando o teu hálito quente
Que me acaricia!

(Cheiro-te na Luz do meu dia)

quarta-feira, outubro 18, 2006

Um toque do momento !




Para lá do pensamento..



É uma dádiva...
Este nosso sentir no momento...
Que bebo na alma...
Pela taça de licor do teu pensamento.

Habito-me...


Para lá do acaso de alguém no tempo
Pássaro voando de cabelos ao vento...
Entre a dúvida do horizonte incerto
E o azul infinito do teu conhecimento...
Mas quando olho, vejo o destino perto!

Ofereço-me...


A certeza de procurar-te no arco-íris
Em tons serenos e quentes do imaginário.
Fazendo as sementes do sentir germinar
Na cumplicidade do orvalho solitário
Que se despe de gotas nuas ao luar.

Interrogo-me...


Se o teu olhar diz o que a boca silencia?
Se a tua boca diz o que o olhar queria?
Se o teu silêncio se sente de voz vazia?

Su@vissima

segunda-feira, outubro 16, 2006

Um Toque perdido !

Quero tudo

Como me dói aquele acordar...
De alguém que os pés fazem morada
Em trilhos de estrada empoeirada.
Tentei entender-lhe o olhar...
Mas caminha por piso incerto
Em silêncio...sem tempo de paragem
Nem descanso certo!

Mãe...mãe, onde estás?
Será que estou por todos abandonado...
Esquecido?
Todas as noites aquela estrela me diz
Que voltarás!
E depois, adormeço a minha alma castigada.
Amanhece e acordo com o Sol quente...
Um dia perco-me nesta esperança...
Inacabada!
Eu só quero ter coração de gente
E sonhar...os sonhos de ser criança!

Quero tudo o que a Lua tem...
Até folha com palavras de prometer
O nada...
Adormecer ao colo de uma mãe...
E nunca mais me vestir de saudade
Acordada.

(Existe um jardim que não tem fim...
Na beleza do sentir de uma criança!)

De mão dada com o GRITO iniciado em http://alquimiadossonhos.blogspot.com

quarta-feira, outubro 11, 2006

Um Toque a deslizar !




Deslizas em mim...

(Eu queria ter olhos de poesia...
E que o meu olhar, fosse a luz do teu dia)

O teu olhar desliza em mim...
Quando abraçados falámos à Lua
Cheia...ali mesmo à beira-mar
E ela, desenhou-se na tua pele nua
Durante o nosso breve dançar.


O teu olhar desliza em mim...
De momento a...momento
Tatuas-me o corpo de querer
E poro a poro do meu pensamento
Invades numa onda de saber.


O teu olhar desliza em mim...
Na curvatura do meu seio
Acompanhando os teus dedos
Que escorrem pelo meio
Desvendando os meus segredos.


O teu olhar desliza em mim...
No leito da minha margem
E envolve-me na doce intimidade
Dos teus lábios, que em louca viagem
Me deixaram gotículas de saudade.

terça-feira, outubro 10, 2006

Um Toque de sonho !

Sonho cigano...

Sonhei-te...
Vestido do meu mar...
Trazias silêncios nas palavras do olhar
Perguntas e dúvidas no coração...
Medos transpiravam na tua pele
Como se de olhos vendados perdesses o chão.

Sonho-te...
Oiço a tua voz no mar...
Sinto os teus dedos tocarem-me o olhar
E trazer-me o Sol ao coração...
A tua maré ondula-me na pele
E enrola-me o corpo da cama ao chão.

Acorda-me...
O teu rosto em traços de mar...
Embala-me o sono nesse teu doce olhar
Cigano, que me lambe o coração.
Cubro a tua ausência da pele
Na dobra do lençol que cai pelo chão.

Su@vissima


segunda-feira, outubro 09, 2006

Um Toque felino!




Na rota do esquecimento...

Fera de luas em viagem errante...
De sonhos nascidos no ventre da noite
Perdidos no tempo de cada instante...
Aborto aqui e agora!
Tudo de ti, por mim desejado!

Dos meus poros de fera ameaçada...
Sai o odor de te retalhar a pele
Metade de mim, na sombra debruçada
A outra metade pronta a te atacar
Nas palavras pelo teu silêncio, calada!

Neste abismo...
Saboreio-me a fera ferida...
Derrubo os muros da palavra gente
E letra a letra, questiono a vida...
Em tempos rasgavas-me o céu da alma
Agora adormeço numa nuvem protegida.

(Libertarei a fera, quase esquecida!)
Se tentares o meu piano "desafinar"
Não me faças sentir fera ameaçada...
Não cruzes a minha estrela da noite
Nem me roubes a paz desejada!

Su@vissima

quarta-feira, outubro 04, 2006

O Toque de abraçar !

Mão na mão...

Abraço as brumas solitárias do tempo...
Abraço as crianças em jardins de Sol e Lua.
Abraço a voz meiga dos astros no firmamento.
Abraço o arco-íris na tela da tua pele nua...
Abraço as lágrimas que nascem do teu lamento.

Abraço a meninice do teu doce olhar...
Os gestos que desenhas no pensamento.
Abraço o horizonte do teu murmurar...
Nas flores da tua saudade ao vento.

Abraço o teu sabor a mar e fantasia...
Os teus silêncios de fantástico sentir.
Abraço as rimas e versos da tua poesia.
(Abraço-me a ti, que és a Luz do meu dia)

Su@vissima


segunda-feira, outubro 02, 2006

Um Toque do nada !

A mão do nada

A tristeza chegou...
Cinzenta de expressão melancólica
Sem aviso as cores do dia mudou!
Virou em deserto árido...
O que era antes, a tarde bucólica
Quando entre o ontem e o amanhã, se cruzou.

A tristeza chegou...
Vagueando abandonada e sem dono
Procura o segredo da certeza...
E certeira, fá-la cair qual folha no Outono
Vestindo-a da sua amarga beleza.

A tristeza chegou...
E o sonho, que fica na concha fechado...
Pergunta, olhando a mão cheia do nada...
Porque fui a minha pérola ofertar?
(Se acabo aqui, só e abandonado)
Sem o brilho do Sol para partilhar!

Responde a tristeza baixinho:
Manda-me já embora!
Corre...voa...liberta o teu carinho
Mergulha nas águas do teu mar...
Não é chegada a minha hora!
Não te magoes com veneno mesquinho.

É cedo...muito cedo...aprende esse voar
Agora, é tempo dos tempos de sonhar!

(Para o M. Carlos, que usa veneno nos gestos das palavras!)

Su@vissima

quarta-feira, setembro 27, 2006

Um Toque de procura !

Encontro-me...

Procuro...
Um lago de água...pura
Que desenhe olhares de maresia
E abrace marés de mão cheia.

Para...
Saciar este luar de ternura
Perfumar a noite...do dia
Sentir a saudade da Lua na areia.

Procuro...
Um par capaz de dançar
A brisa calma de uma valsa
Um tango de sedução envolvente.

Para...
Alguns silêncios partilhar
Aprender uma melodia descalça
E vestir-se da minha pele quente.

Procuro um colorido...jardim
Um mar que se faça...presente
Um sonho em tons de rosa carmim.

(Procuro-me... em ti ?)

Su@vissima

terça-feira, setembro 26, 2006

Um Toque molhado !

Caminhos da noite...


Sinto na boca o sabor...
Humedecido do teu beijo.

Sinto na pele o odor...
Feito de lábios e de línguas
De um delicioso molhado desejo
Ardendo na noite até ao amanhecer.

O meu corpo, molda-se ao teu prazer
Os toques, misturam-se na pele...
Lascivamente me invento...
Quando te sinto a sede a crescer
(E o teu corpo tece arrepios de mel)

segunda-feira, setembro 25, 2006

Um Toque de Outono !

Os passos de alguém...

Oiço os meus passos...
Cruzo-me com o Outono ali à esquina
Caiu-me de uma árvore a brincar
Ondulando nesta exaustão traquina
Vestido de perfumes do Oriente.

Paro os meus passos...
Sinto o odor a fruto maduro no ar
E os gestos na pele de cor quente
Traz-me histórias de partir e chegar
Vidas paralelas sem risos de gente.

Oiço os meus passos...
Continuo de abraço fechado na mão
Não temas! devolvo-te o abraçar...
Quando libertares o Sol de Verão
Até lá...fico-me aqui a esperar!

Esperando os teus passos?

quinta-feira, setembro 21, 2006

Um Toque do teu sentir !


Aprendendo...

A noite chega...
Pé ante pé de luz...airosa.

O mar enlaça-me...
Em ondulação quase...silenciosa.

Oiço-te a voz...
Que entra em mim...melodiosa.

Aprendo-te o sabor...
De uma textura...deliciosa.

Danço-te a pele...
Que me provoca de tez...vaidosa.

Vicio-me nessa maré...
E a noite cai... maravilhosa.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Um toque de "sentires" !

Da minha tela à tua...



Sinto que te despes devagar...
Gosto desse teu jeito divertido
Do cheiro quase guloso...
(Porque te sinto o sabor a mar?)
Num quadro de tons perdido...
Gosto da língua de galope desejoso
Misturada com suor de fruta madura.



Gosto-te de olhar...despido
Do teu abraço a cada instante
Do toque que me escorre pela pele...
Do fogo que me sussurras ao ouvido
Do desafio da tua mão errante.



Despido de tempo no meu abraço...
Sinto a tua saudade no meu peito...
Um menino que se aninha no meu colo
Que me acorda sem embaraço...
Como se de encanto, pelo tempo feito.



Tinha fechado a porta da minha tela...
E tu, sem saberes, abriste-me a janela.
(Agrada-me recordar...e esperar pela próxima vez)

quarta-feira, setembro 13, 2006

Um Toque faminto !


Quando não é sim...


Não, não comas a minha boca!
Deixa-me saciar primeiro...
Esta fome que me engole o corpo
Quando os teus lábios me gritam louca.


Não, não me comas a boca
Faz-me falta assim inteira...
Para te vestir a pele, de fruta
Pintá-la em tons de cerejeira...
E abraçar-lhe os ramos de árvore
Fecundando, pétala a pétala
A flor que o teu olhar cheira.


Não, não me comas a boca
faz-me falta assim inteira...
Não, não me bebas a sede.


Menti, quando disse ser pouca!
Bailo o corpo, feita cigana pela feira
E rezo-te a sina, nas pedras da rua
Que percorro de gemidos rouca
Sequiosa de um feitiço de Amor.
(Deito-me assim, em teus lábios, nua)


Su@vissima


terça-feira, setembro 12, 2006

Um Toque da essência !

Era uma vez...

Na decomposição da palavra querer...

Procuro o núcleo das letras
Busco nelas a ascensão do saber...
Que é a química do físico em ti
Este é o ponto para te aprender...
Colo as asas ao átomo das sílabas
E deixo-me adivinhar a descer.

Na decomposição da palavra querer...

Os meus lábios sacodem o teu olhar
E na linguagem dos sons, deixo crescer...
Palavra completa reflexo de estrelas
A tua pele adivinha o desejo a nascer...
Como se no limiar do tempo pudesses
Um verso com rima de veludo fazer.

Na decomposição da palavra querer...

O poema se metamorfica em vício
Presente no futuro do verbo receber...
"E conta a conta, uma certa outra errada"
Sentes a pérola do meu rio escorrer...
E a tua mão que me quer encontrar...
Pergunta hesitante : queres-te perder?

Su@vissima

segunda-feira, setembro 11, 2006

Um Toque da saudade !



A medida do esquecimento...


Porque me acordaste?
E da tua noite, me chamaste?

Por momentos só lembrei a pele...
E logo o teu suspiro me invadiu o corpo
Nesta forma de querer, quase selvagem
Enfeita-me a lembrança da tua imagem.

Porque me acordaste?
E no teu sonho, me tocaste?

Desperta, levanto...e acabo por ler-te
Sabes que eu não queria, não sabes?
Por 43.201 vezes já te tinha esquecido
E de luto, tinha o meu olhar vestido.

Porque me acordaste?
E nua de mim...sonhaste?

O teu perfume chega-me triste, na noite
Nem o sumo da vindima te alegrou?
Um dia, ainda vamos os cestos lavar
E no nosso néctar...nos banhar.

Eu sei porque me acordaste...
Somente, porque me desejaste!
Porque sem a minha cor, estás cinzento
E aí, sentiste a mão da saudade...
Achas que cabemos no esquecimento?

Antes que me acuses, de dizer a verdade...
Saio...deixo-te a minha rosa.

Su@vissima

sexta-feira, setembro 08, 2006

Um Toque de longe !


Moi non plus...

A brisa do mar traz-me o teu sabor...
O segredar das águas lembra a tua voz
A carícia do Sol, deposita um beijo teu
E os nossos corpos pingam-se de Amor
Como se no mundo só existíssemos nós
E no seu tecto, o luar possuindo a maré.

Toco-te com uma mão...
E com a outra...acaricio a tua
Enlaço-te com uma perna...
E com a outra...acordo a tua solidão
Abro-te as cortinas...e salpico-te de rua.

Aquietas-me com essa tua alma...
De poeta...homem...besta e menino
De um sentir...quase feminino...
Brisa do amanhecer que me acalma,
Quando me murmura ao ouvido:
"Je t'aime ma petite fleur"

quarta-feira, agosto 30, 2006

O Toque de guerreira !

Renascida...

Não sei... se te quero...
Muito, pouco...tudo ou nada...
Só sei que cansei...por ti já não espero!

Descanso-me neste tempo que invento
Desperto, olho em redor...tenho asas
Volto a sentir as carícias do vento
Que seca as gotas do teu passado
Escorrendo do meu lamento.

Sou novamente pássaro liberto
Sou corda de violino...
Livro de páginas aberto...
Mulher de olhar felino...
Guerreira que vem do deserto...
Borboleta desejada por "Aladino"...
Feitiço em noite de Lua cheia...

Sou eu...sem Ti
Que acordei...despida de te querer
Que me vesti, ainda mais mulher
Livre...assim feminina...
Nesta grandeza de ser pequenina.

terça-feira, agosto 29, 2006

O Toque de Parabéns !

Para uma menina linda...

Para a bonita
Que também é luinha...
Muitos e muitos parabéns!

Aqui deixo esta prendinha
Um ramo de flores da Amizade...
Colhidas pela manhã fresquinha
No jardim da Felicidade...
De sorrisos perfumadas.

Tem flor em tons de Alegria
Pintadas as sabor da Fantasia...
Tem flor com aroma de Paz
Que o olhar da criança traz..
Tem flor que nos faz Sonhar
Ganhar asas e aprender a voar...
Tem flor que lembra o Amor
Em taça de doce licor
É um cesto de Alquimia...
Com toque de forte Magia...
Que a Amizade...
O sorriso...
A alegria...
A fantasia...
A paz...
O sonho...
A saúde...
E o Amor...
Te ofereçam muitos anos de FELICIDADE!

segunda-feira, agosto 28, 2006

O Toque de ontem à tardinha !


Não te reconheci...

Oiço o teu silêncio e não paro...
Esqueço o teu olhar...
Está guardado no passado sedoso
Numa caixinha de um destino melodioso.
Esqueço o teu sorriso de mel...
O perfume e a cor da pele!
Oiço o teu silêncio e não paro...
Percorro a estrada à margem do rio
Transpiro a sede neste tempo vazio...
De quando não nos encontrámos
O quanto de nós partilhámos!

Oiço o teu silêncio e não paro...
Do teu rosto faço desaparecer...
A doçura da forma e do jeito
Deixaste de amadurecer no meu peito!

Oiço a tua voz e paro...
Olho para trás, és mesmo tu!
E o tempo se faz de silêncio nu.
Não pertences ao meu passado...
Nunca estarias num amanhã projectado!

Vi-te ontem à tardinha...
Não te reconheço!...não és pele minha!

Esqueço-te no silêncio e não paro!




quinta-feira, agosto 24, 2006

Um Toque de Pérola !



Mais uma "pérola" da minha gargantilha de poesia....de Pablo Neruda... "Mulher"


Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?

Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e
dois corpos por um só mel derrotados.

Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos ténues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo nocturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.