
Gemido silencioso
Hoje,
As palavras não dançam,
Nem saltam...
Gritamo-las inteiras como granadas,
Que matam...
Jogamo-las fora como pedras desencantadas,
E gravamos nelas toda esta raiva
Surda, esmagada!
Hoje,
A doce palavra, amar...
é de um amargo limão, inútil,
E este desejo de em ti me saciar,
Um gemido silencioso e fútil.
Amanhã,
Serás a maré encontrada...
De um verso já esquecido,
Neste meu poema perdido!
Su@vissima